Dor de dente que não vem do dente?

Você sabia que a dor de dente é mais comum das dores na face?  As dores que tem origem na polpa dentária e tecidos periodontais são as que mais acometem a região facial. Essas dores geralmente são sentidas em caráter pulsátil ou pontadas e  aparecem após estímulos térmicos (quente e frio) ou durante a mastigação pelo contato dos dentes. Essas condições são facilmente tratadas pela Odontologia, com tratamentos  restauradores, endodônticos e periodontais. Entretanto, existem dores que são sentidas nos dentes mas tem origem em outros tecidos, confundindo muitas vezes tanto o paciente quanto o profissional. Por exemplo, dores musculares crônicas podem referir dor para os dentes, dando a sensação de uma dor de dente em “peso ou pressão”. Outro exemplo são as sinusites, que podem refletir dor nos dentes superiores. A Neuralgia do Trigêmeo também pode simular dor de dente, com sensação de dor rápida em choque elétrico. Até mesmo o coração pode refletir dor nos dentes. Alguns pacientes que chegam enfartados em emergências c

As DTM são condições dolorosas crônicas que afetam as ATM e os músculos da mastigação que muitas vezes estão associadas a hábitos ruins que o paciente faz sem perceber. Portanto, algumas medidas de auto-cuidado podem contribuir muito para melhora da dor e alívio de outros sintomas.

As seguintes orientações são fundamentais para quem sofre de DTM:

  1. Não faça sobrecarga: evite encostar os dentes acordado, evite mascar chicletes por muito tempo, evite alimentos que exigem muita força ou tempo de mastigação, evite dormir com as mãos sob o rosto, evite mordiscar objetos (como tampa de canetas) ou roer unha.

  2. Faça compressas quentes: aplique compressas quentes sobre a área de dor, isso traz alívio e relaxa.

  3. Faça atividade física: exercícios físicos moderados trazem sensação de bem-estar, relaxamento e ajudam na produção de endorfinas, que têm importante papel na analgesia em dor crônica.

  4. Às vezes simplesmente pare! Tire um tempo para você, relaxe e não pense em nada.

 

A Bonotto Odontologia tem profissionais qualificados para diagnosticar as dores orofaciais e orientar a melhor forma de tratamento para o seu caso. Agende uma consulta.

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Estresse é um processo psicofisiológico desencadeado pelo contato com o agente que gera tensão, é uma reação fisiológica do organismo buscando o equilíbrio. O estresse é reconhecido como um dos riscos mais sérios ao bem-estar psicossocial do indivíduo. Alguns estudos afirmam que entre 50 a 80% de todas as doenças têm fundo psicossomático, ou estão relacionadas a altos níveis de estresse. Essa condição está relacionada ao fato de o ser humano frequentemente se defrontar com situações problemáticas que são consideradas como superiores às suas capacidades de resolução.

Os aspectos emocionais desempenham um papel muito importante nas DTM, sendo que estresse ansiedade podem aumentar de duas a dezesseis vezes o risco de se desenvolver DTM, de acordo com alguns estudos.

A redução da carga horária de trabalho, evitar situações de tensão, praticar técnicas de relaxamento são opções que podem auxiliar no tratamento da DTM e na redução do estresse. Leve a vida mais leve e tenha menos dor.

REFERÊNCIAS:

  1. Salameh E, Alshaarani F, Hamed HA, Nassar JA. Investigation of the relationship between psychosocial stress and temporomandibular disorder in adults by measuring salivar cortisol concentration: A case control study. J Indian Prosthodont Soc. 2015; 15(2):

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Você sabia que a depressão tem forte associação com DTM?

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão é um transtorno mental comum caracterizado por sentimentos de culpa, tristeza, baixa auto-estima, perturbações de sono, ausência de apetite, falta de energia e concentração. A depressão pode estar associada a outras doenças geralmente com sintomas de dor crônica, entre elas as disfunções temporomandibulares.

Diversos estudos têm confirmado a associação entre DTM e depressão. Pacientes deprimidos têm quase 4 vezes mais chances de terem DTM. Outros distúrbios psicoemocionais também apresentam aumentam o risco de desenvolver DTM, como a ansiedade, por exemplo.

A forte relação destas condições deve nos manter atentos durante o tratamento. É fundamental que os transtornos emocionais recebam atenção tanto quanto os sintomas físicos, pois isto aumenta o sucesso do tratamento. Ou seja, o manejo do paciente que apresenta essa relação deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar. Mais do que tratar de uma articulação, devemos cuidar do paciente como um todo, visando não só o alívio da dor, mas a melhora da qualidade de vida.

Na Bonotto Odontologia temos especialistas capacitados neste tipo de avaliação.

 

REFERÊNCIAS:

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Existem dois tipos de ruídos que podem acontecer nas ATM: os estalidos e a crepitação. Os estalidos da ATM geralmente são um sintoma do deslocamento do disco articular. Ou seja, a cartilagem que separa os ossos da ATM está deslocada e durante os movimentos bucais acaba “encaixando” na posição normal e no momento deste encaixe o paciente percebe um ruído do tipo “click”. O prognóstico desta condição é boa para maioria dos casos e o tratamento geralemnte só se faz necessário se houver dor envolvida ou ainda se o paciente começar a apresentar dificuldade de realizar movimentos bucais. Já a crepitação parece um barulho de areia dentro da articulação e geralmente está associada a quadros degenerativos das ATM. Doenças como osteoatrite e osteoartrose levam a destruição dos tecidos moles e duros da articulação, aumentando o atrito intraarticular. Durante os movimentos bucais o paciente sente esta “aspereza” na forma de um ruído de crepitar. As doenças articulares degenerativas das ATM devem ser controladas e acompanhadas por um especialista em DTM e Dor Orofacial. A Bonotto Odontologia (Dentista ATM / DTM em Curitiba) conta com especialistas preparados para orientar e fazer o manejo das doenças arti

  A cirurgia para colocação de implantes dentários é considerada simples e tem taxas de sucesso muito altas. Entretanto, em raros casos, o paciente pode apresentar dor persistente após a instalação de implantes. Esta dor não tem relação com o processo de cicatrização, ou seja, não é uma dor inflamatória causada pela cirurgia. Trata-se de uma dor neuropática persistente pós-implante. Nestes casos, a recuperação das fibras nervosas (neurônios) não acontece de forma adequada gerando um quadro de dor contínua, em ardência ou queimação e eventualmente choque elétrico, na região próxima ao implante dentário. Os sintomas podem começar logo após a cirurgia ou ainda após a instalação da prótese. O prognóstico da dor com a remoção do implante é incerto, principalmente após o fim do período de osteointegração, uma vez que a remoção causa ainda mais dano ao tecido nervoso. Nestes casos, o manejo se faz com a administração de medicamentos de ação central, como alguns anticonvulsivantes e ainda com uso tópico de pomadas a base de capsaicina. Caso se identifique com os sin

A síndrome da ardência bucal é uma sensação de queimação ocorre frequentemente em mais de uma área da boca, sendo os 2/3 anteriores da língua, metade anterior do palato e a mucosa do lábio superior as regiões mais afetadas. O início dos sintomas é subito e de baixa intensidade. Os sintomas podem ser diários e permanecer por muitos anos. A sensação de queimação pode estar acompanhada de dormência, perda ou alteração do paladar, boca seca, dores de cabeça e dores na musculatura mastigatória. Tem origem multifatorial e afeta principalmente pessoas de meia idade e idosos. Acomete mais mulheres após a menopausa. A Associação Internacional de Estudos da Dor define tal condição como uma sensação intraoral de queimação, na qual nenhuma causa médica ou odontológica pode ser encontrada. Ela pode ser originária de vários fatores locais, fatores psicológicos, alterações sistêmicas, deficiências nutricionais, alterações hormonais, infecções orais, xerostomia, reações de hipersensibilidade, uso de medicamentos e doenças como o diabetes mellitus. O tratamento é baseado na administração de me

A osteoartrite representa uma condição inflamatória de baixo nível que, ao afetar a articulação, resulta na erosão da cartilagem articular e degeneração do osso adjacente. Quando as alterações ósseas estão ativas a condição denomina-se osteoartrite. À medida que ocorre a remodelação, a condição torna-se estável mesmo que a morfologia óssea permaneça alterada designa-se, então, osteoartrose. Interpreta-se como osteoartrose uma condição não inflamatória com efeitos degenerativos semelhantes. A osteoartrite é mais comum em mulheres e resulta na deterioração e perda da função. O tratamento se baseia na redução ou eliminação do processo inflamatório, utilizando abordagens sistêmicas, locais e intra-articulares. Abordagens não invasivas são fisioterapia, medicação, goteiras oclusais e acupuntura, minimamente invasivas incluem injeções intra-capsulares de ácido hialurônico, artrocentese a artroscopia, invasivos artroplastia e extremos incluem a reconstrução condilar ou a substituição total da articulação. Os tratamentos citados visam r

Existem dois tipos de travamentos da mandíbula: o de boca fechada, quando não se consegue abrir a boca e o de boca aberta, quando não se consegue fechar. O travamento da mandíbula de boca fechada ocorre mais frequentemente devido ao deslocamento do disco articular e se transforma em um obstáculos ao movimento da articulação. Nestes casos não se consegue abrir a boca com amplitude adequada e alguns outros movimentos também podem estar limitados. Já no travamento de boca aberta, o paciente apresenta dificuldade de fechar a boca, dificuldade de falar e aumento da salivação. Isso acontece porque ligamentos da ATM sofrem distensão permitindo um movimento exagerado do componente ósseo (cabeça da mandíbula). O travamento da boca se dá normalmente com sintomatologia dolorosa forte. Muitas vezes o travamento de boca aberta acontece após mordida em sanduíche, gargalhada, pancada, extrações, anestesia geral, etc. Indivíduos com risco de travamento aberto apresentam frouxidão ligamentar e uma anatomia articular que favorece a lesão. Quando o travament

Os distúrbios temporomandibulares têm sido caracterizados como alterações envolvendo a musculatura mastigatória, as articulações temporomandibulares e estruturas relacionadas a estes. Os indivíduos portadores da DTM apresentam vários sinais e sintomas comuns a esta patologia, como a dor e sensibilidade dos músculos mastigatórios e na ATM, presença de ruídos e limitação dos movimentos mandibulares. As atividades parafuncionais podem ser diurnas e noturnas. Entre os hábitos diurnos se destacam o apertamento dentário, roer unhas, mastigação unilateral, morder lábios, bochechas e objetos (caneta, lápis, etc), sucção digital, mastigação de chicletes, má postura corporal e fumo. Esses hábitos podem prejudicar os indivíduos propensos a desenvolver uma DTM. Portanto se você apresenta algum desses hábitos, cuidado! Você pode desenvolver sintomas de DTM. Se você já apresenta sinais e sintomas de DTM evite hábitos deletérios e movimentos abruptos e extensos mandibulares.

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