Mulheres: população de risco para DTM

Mulheres: população de risco para DTM

A disfunção temporomandibular (DTM) afeta pessoas de todas as idades, raças e gêneros, porém as mulheres em idade fértil (20 a 40 anos) são as mais acometidas. Aliás, as mulheres apresentam maior presença de estados dolorosos do que os homens incluindo outras Dores Orofaciais e doenças sistêmicas e crônicas, como fibromialgia. Estudos com pacientes adultos encontraram uma relação de 4 mulheres com DTM para cada homem. Será apenas coincidência? Não é o que parece. Os estudos apontam o papel dos hormônios femininos, entre eles o estrogênio, na modulação da inflamação da ATM e regulação de respostas dolorosas tanto no sistema nervoso periférico como no sistema nervoso central. É interessante lembrar que na infância a prevalência de DTM é semelhante entre os gêneros, porém na puberdade as diferenças entre os gêneros começam a aparecer. Durante os anos reprodutivos ocorre a maior manifestação de DTM e, em seguida, diminui após a menopausa. Reforçando a influência hormonal no desenvolvimento de sintomas de DTM.

Além das diferenças fisiológicas entre homens e mulheres, é importante atentar para os fatores psicossociais e comportamentais envolvidos. Elas buscam mais tratamento e fazem mais consultas periódicas. Mulheres relatam mais depressão, ansiedade, catastrofização e sofrimento do que os homens. Esses fatores psicossociais que são mais frequentes em mulheres muitas vezes contribuem para o aparecimento das DTM.

List TJensen RH. Temporomandibular disorders: Old ideas and new concepts. Cephalalgia. 2017 Jun;37(7):692-704. Epub 2017 Jan 9.

Fillingim RB1Ohrbach RGreenspan JDKnott CDubner RBair EBaraian CSlade GDMaixner W. Potential psychosocial risk factors for chronic TMD: descriptive data and empirically identified domains from the OPPERA case-control study. J Pain. 2011 Nov;12(11 Suppl):T46-60.

 

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