Ardência bucal: causas e tratamentos.

A síndrome da ardência bucal é uma sensação de queimação ocorre frequentemente em mais de uma área da boca, sendo os 2/3 anteriores da língua, metade anterior do palato e a mucosa do lábio superior as regiões mais afetadas.

O início dos sintomas é subito e de baixa intensidade. Os sintomas podem ser diários e permanecer por muitos anos. A sensação de queimação pode estar acompanhada de dormência, perda ou alteração do paladar, boca seca, dores de cabeça e dores na musculatura mastigatória.

Tem origem multifatorial e afeta principalmente pessoas de meia idade e idosos. Acomete mais mulheres após a menopausa. A Associação Internacional de Estudos da Dor define tal condição como uma sensação intraoral de queimação, na qual nenhuma causa médica ou odontológica pode ser encontrada.

Ela pode ser originária de vários fatores locais, fatores psicológicos, alterações sistêmicas, deficiências nutricionais, alterações hormonais, infecções orais, xerostomia, reações de hipersensibilidade, uso de medicamentos e doenças como o diabetes mellitus.

O tratamento é baseado na administração de medicação depressora do sistema nervoso central, analgésico tópico, antioxidantes que atuam como neuroprotetores, suplementação vitamínica e mineral, terapia estrogênica, laser terapia e acupuntura, terapia comportamental, psicológica e cognitiva, uso de enxaguatórios bucais com ácido cítrico e pilocarpina para estimular salivação em pacientes com xerostomia. A determinação da modalidade de tratamento deve ser prescrita por um profissional da área de odontologia e dependerá da investigação do histórico e avaliação clínica do paciente.

Agende uma visita com um dentista em Curitiba da Clínica Bonotto para realizar a investigação das possíveis causas de ardência bucal e determinar um tratamento adequado à sua condição clínica.

 

REFERÊNCIAS

    1. Montandon AAB, Pinelli LAP, Rosell FL, Fais LMG. Síndrome da ardência bucal: avaliaçãoo e tratamento. Revista de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo. 2011;23(1):59-69.

 

  • Cherubini K, Donato J, Weigert KL, Figueiredo MA. Síndorme da ardência bucal: revisão de cem casos. Revista Odonto Ciência. 2005;20(48):109-113.
  • Gleber Neto FO, Diniz IMA, Grossmann SMC, Carmo MAV, Aguiar MCF. Síndrome da ardência bucal: uma revisão sobre aspectos clínicos, etiopatogenia e manejamento. Rev Cubana de Estomatología. 2010;47(4):417-27.

 

 

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