Cefaléias e DTM: uma relação comum.

Quase todo mundo já enfrentou dor de cabeça pelo menos uma vez na vida. As cefaléias fazem parte da vida de muitas pessoas, gerando sofrimento e perda de qualidade de vida.

Existem muitos tipos de cefaleias, o que torna ainda mais difícil o diagnóstico e tratamento. Elas se dividem em dois grandes grupos: as primárias e as secundárias. As cefaleias primárias, como a enxaqueca por exemplo, são consideradas doenças e específicas e tem tratamento com o Neurologista. Nas cefaleias secundárias, a dor de cabeça é um sintoma de algum outro problema ou doença. Nestes casos, a dor de cabeça pode ter origem em diversas condições, por exemplo: traumas cranianos e cervicais, tumores cerebrais, exposição a produtos químicos nocivos e tóxicos, infecções como meningite, sinusite e otite, alterações metabólicas, problemas das estruturas pericranianas como olhos, ouvidos, nariz, seios da face, dentes, ATM e pescoço. Portanto, as disfunções da ATM podem ser uma causa de cefaleia secundária. Nestes casos, o tratamento adequado das DTM promove alívio da dor de cabeça.

Há ainda um outro tipo de interação bastante comum: cefaleias primárias e DTM coexistindo no mesmo paciente. É o caso da relação entre enxaqueca e DTM. Quando isso acontece com frequência se observa uma correlação entre as crises, ou seja, quando o paciente piora da DTM, acaba tendo mais crises de enxaqueca. Nestas situações o tratamento multidisciplinar envolvendo o médico Neurologista e o dentista especialista em DTM pode trazer muitos benefícios para o paciente.

Se você apresenta sintomas de cefaleia e DTM, consulte os especialistas da Bonotto Odontologia e conheça melhor as opções de tratamento disponíveis para o seu caso.

 

REFERÊNCIAS

  1. Okeson J P. Fundamentos da oclusão e desordens temporomandibulares. São Paulo: Artes Médicas; 1992. 
  2. Gage JP, Shaw RM, Moloney FB. Collagen type in dysfunctional temporomandibular joint disks. J Prosthet Dent. 1995;74(5):517-20.  
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  4. Maciel RN. ATM e dor craniofacial: fisiopatologia. São Paulo: Ed. Santos, 2002.  
  5. Rocha APF, Nardelli MR, Rodrigues MF. Epidemiologia das desordens temporomandibulares: estudo da prevalência da sintomatologia e sua interrelação com a idade e o sexo dos pacientes. Rev Serviço ATM. 2002;2(1):5-10.      
  6. Menezes MS, Bussadori SK, Fernandes KPS, Biasotto-Gonzales DA. Correlação entre cefaleia e disfunção temporomandibular. Fisoter Pesqui. 2008;19(2):183-7.

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